Seu eu interior está produzindo pérolas?


“As pérolas são uma ferida curada. Pérolas são produtos da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois pérola é uma ferida cicatrizada. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas ideias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Então, produza uma pérola... cubra suas rejeições sofridas com camadas e mais camadas de amor”. Kabral Araújo.

Esta sacola não é minha!


No divã do consultório, as queixas borbulham permeadas de ansiedade e temor. A angústia sempre está relacionada ao olhar crítico e enfático de si mesmo e, a cobrança do outro. Estão sempre a dar ao outro, um poder que na verdade eles não possuem, porém o sentimento é de ser observado, julgado. O outro é apenas o espelho de seu próprio “EU,” que está fragilizado pelo sentimento de culpa, medo e frustração.
​Avanços tecnológicos estão a fervilhar com inúmeras oportunidades milhões de informações a todos os momentos, tudo é muito veloz. Diante deste quadro muitas vezes o individuo não sabe o que fazer. O desejo é avançar, mais sente que está tolhido, atado às suas próprias dificuldades. Ao investigar analiticamente as correntes que o aprisionam, descobre os laços que o detêm, são os vínculos da dependência afetiva. Dependência esta, que cerceia sua liberdade, induzindo-o a buscar constantemente a aprovação, reconhecimento, a comprovação de que é amado. Diante da dúvida de ser amado ou não, frente a sua própria ambivalência de ser bom e, em outros momentos não; do conflito entre o ego ideal e o ego real, aflora a necessidade de a sacola do outro carregar, para aplausos ganhar.
​O crescimento do ser é cerceado pelos fardos pesados, que o sufocam, frente às suas frustrações brota o sentimento de culpa e revolta. Ao mergulhar no mar da culpa, puxa pelo chicote do auto flagelo e, com ele faz justiça com suas próprias mãos. A tendência é outras sacolas de culpas buscar, para mais fardo carregar.
​É chegado o momento de gritar :BASTA.. BASTA! Esta sacola não é MINHA, este fardo não é meu. A vida bem mais leve será se, apenas sua sacola carregar. Ao se libertar dos vínculos da dependência, um novo ser surgirá. Descortinará seus talentos e em si mesmo confiará. Do prazer de ser livre desfrutará. Finalmente com prazer as suas sacolas carregará.
Autoria Claudete de Morais.