Encerrando nossas atividades deste ano, gostaríamos desde já desejar um feliz natal e um 2017 próspero! Que este ano traga a todos muitas realizações, felicidades, paz, sucesso e amor!
As atividades serão retomadas em 03/01/2017, ficamos sempre à disposição! Grande abraço e boas festas :)
Você sabe o que é Oniomania?
Com a proximidade do natal a compulsão por compras é potencializada, podendo desencadear diversas complicações. Saiba mais sobre a Oniomania e suas repercussões assistindo à entrevista da Dra, Ana Beatriz!
Conheça um pouco mais sobre Hipnoterapia. Assunto abordado em uma entrevista com Dra. Claudete de Morais, para o Jornal O Atlântico de Itapema SC.
1 1-
O
que é Hipnoterapia?
Hipnoterapia é um método psicológico rápido e eficaz,
utilizado na remoção de traumas e na
mudança de padrões comportamentais, através de programação indutiva ao nível do
subconsciente e inconsciente do ser humano. Ocorrendo no período em que o mesmo
se encontra no estado alterado de consciência, do transe hipnótico. Neste
estado as mensagens positivas emitidas por meio da técnica, passam pelo sistema
límbico, centro regulador de certas funções externas e a causa de certos
comportamentos patológicos. O sistema límbico é formado por várias estruturas
cerebrais, que geram respostas fisiológicas diante dos estímulos emocionais. Os
quais estão relacionados com a memória, atenção, emoções, personalidade e
conduta.
2- Para que casos
estes método se aplica?
É utilizado na remoção de traumas psicológicos, na mudança de
padrões comportamentais, na ressignificação de crenças limitantes, nos
transtornos de estresse pós-traumáticos, crises de ansiedade, pânico,
depressão, insônia, fobias, obesidade, desvios de conduta, timidez, stress,
compulsão, baixa autoestima, etc.
3- Existe algum risco
em fazer uma tratamento terapêutico que use a hipnose?
A hipnose produz um estado de relaxamento corporal, a
respiração fica mais lenta e regular, o ritmo cardíaco diminui e todo corpo
relaxa. Isto já representa um ganho para pessoa. Porém existem várias tipos de
técnicas, a escolha da mesma deverá ser definida após o psicodiagnóstico. O
desenvolvimento requer responsabilidade e experiência do profissional que a
utiliza.
Autoria: Claudete de Morais – Psicóloga com formação
psicanalítica – CRP 12/01167
Fonte: Jornal O Atlântico – Itapema de 26/07/2014
CADA UM EM SUA BOLHA!!!!
Onde, às pessoas se
reuniam, em busca da alegria.
A troca se fazia com
palavras, afetos e desafetos. Era olho, no olho, sorrisos, abraços, sabores e dissabores.
Era um borbulhar de emoções. Era gente, falando com gente.
Hoje as pessoas se reúnem, mas os olhos não procuram mais o
olhar do outro, eles estão focados na tela do celular, do tablete, do
computador.
O encontro é virtual, na rede social, com o outro que está
distante. Tão distante está do outro, que fisicamente perto está.
As pessoas continuam reunidas ao redor da mesa, mas na sua
maioria, cada uma em sua bolha, monitorando aparelhos de mais alta tecnologia.
O espaço preferido é do wifi.
No divã do consultório, as queixas são constantes:
Quero simplesmente conversar com minha família, mas não
consigo. Eles não me escutam.
Na relação conjugal, o temor da traição, cria fantasmas e
distanciamentos. Sobrou o metal da maquina e a solidão.
Neste padrão comportamental, deixam de olhar para seus
acertos e desacertos, mergulhando compulsivamente no virtual. Viciadas estão
por este tipo de comunicação.
Muitos benefícios são
oferecidos pelo aprimoramento da tecnologia. Este avalanche de informações, muito
nos enriquece, porém, não podemos ficar CIBERVICIADOS.
O vício é uma ação
repetitiva, uma compulsão, que leva à dependência afetiva. Ao viciado, uma
sequencia de prejuízos e sofrimentos se iniciam. A dependência afetiva deste
mundo idealizado o alimenta, reforçando o desejo de cada vez mais, nele
permanecer.
Do mundo real afastado está; de suas obrigações também,
quando as cobranças em sua porta vão bater, o desejo é não ver, é refutar.
Aflora a dificuldade de lidar com o mundo real, podendo desencadear transtornos
emocionais.
Estamos sendo atropelados por estas bolhas invasoras, que
geram muitos conflitos. Como profissional, tenho a pontuar:
Vamos nos reunir, interagir. Redescobrir o brilho do olhar,
de quem perto está e da bolha fugir. Deixar a emoção borbulhar, na escuta ficar
e conversar. Fortalecer os laços afetivos, Com o sorriso, a fisionomia
iluminar, olhando no olho ao falar, Juntos compartilhar alegrias. Assumir as
responsabilidades de nossas escolhas e de nosso viver.
Temos que aprender a fazer o uso adequado dos avanços
tecnológicos, que visam à melhoria da qualidade de vida, pois indispensáveis
hoje são. Porém não podemos entrar no vicio do mundo virtual, nos distanciando
do realismo de nossas vidas.
Claudete de Morais
Psicóloga. CRP12/01167
Olhar Terapêutico-Claudete de Morais
O peso das palavras
Você é uma decepção! Você não dá para nada! Você é um estorvo! Você é minha cruz! Palavras duras e ferinas, ditas muitas vezes, no clamor dos conflitos ou no vazio da insatisfação de quem as pronuncia.
Palavras são como sementes, que jogadas ao vento serão absorvidas, quando plantadas germinarão e o fruto das mesmas ficarão incrustadas na estrutura do ser que se constrói. Sementes saudáveis irão contribuir para um desenvolvimento pleno, porém palavras permeadas de veneno e desamor terão o poder de atrofiar o crescimento do ser. Sementes estas que muitas vezes só serão identificadas em um processo psicoterapêutico.
Diante do sofrimento, do descontentamento com suas escolhas e posturas, o questionamento borbulha: "Porque eu sou assim? "Inconformados com suas limitações tecem uma colcha de retalhos de sentimentos, tais como insegurança, medo, 'não tenho potencial', 'não sou amado', 'me sinto ameaçado','o outro é melhor','tenho que agradar para não ser rejeitado' e tantas outras expressões de sentimentos de inadequação e baixa auto estima expressam as leituras efetuadas ao longo de sua caminhada, com um olhar muito crítico e desfavorável, detonando a ausência da crença em si mesmo.
Na busca pelo autoconhecimento, descobre, acessa situações de sua infância, que estavam no baú das emoções reprimidas, onde o peso das palavras foi aterrorizante, como: 'Você é uma nada! Você é um burro! Ninguém gosta de você'!
O ser se encolhe, castra a sua criatividade, esconde o seu brilho, se anula, apenas por não acreditar em si mesmo. As crenças que moldam sua conduta foram germinadas com as sementes do desamor e do desrespeito, as quais induzirão o indivíduo a escolhas e comportamentos que comprovem a inadequação e o desafeto.
Aos pais e professores, um alerta! Observem as palavras proferidas, pois elas podem construir a saúde emocional de uma pessoa, como também serem responsáveis por um padrão comportamental que irá levá-la a muito sofrimento.
Use as sementes do amor, reforce sempre os aspectos positivos de seus filhos. Lembrando que o amor vem acompanhado do respeito e da necessidade de limites.
Acolha seus filhos com o diálogo amoroso e transparente, nos olhos a crença no potencial deles, no sorriso a confiança, nas mãos a determinação da superação de suas dificuldades e, a obtenção do êxito desejado.
Fonte: Coluna Olhar Terapêutico, Claudete de Morais. Jornal CRIANÇAS, um espaço para a infância. P3, Data: 06/10/12.
Fonte: Coluna Olhar Terapêutico, Claudete de Morais. Jornal CRIANÇAS, um espaço para a infância. P3, Data: 06/10/12.
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