Reflexos da Natureza, Reflexos da Vida

 


Nos reflexos da natureza podemos ver e sentir o vigor, a energia da mesma. São espelhos que retratam a beleza e a magia do meio ambiente. Assim como nossos pensamentos que criam e geram vibrações. Nossas ações são reflexos do que pensamos e sentimos.

Vivemos um momento de muita angustia e medo, em decorrência de COVID-19. Muitas mudanças ocorreram em nossas vidas. Alguns com maior capacidade de resiliência buscaram reinventarem-se, outros mergulharam no medo e na defesa, ampliando suas armaduras e atados ás mesmas permanecem.

Estar atento às orientações para preservação da saúde, da vida é imprescindível, como também, ter a consciência da responsabilidade em evitar a propagação do vírus. Naufragar no apavoramento produzirá um encadeamento de ideias assustadoras que irão fomentar muito sofrimento, podendo desencadear transtornos de ansiedade, depressão, síndrome de pânico, etc.

Como na natureza, também refletimos o que sentimos, diante deste quadro iremos irradiar energias, emoções densas criando nuvens de temores  ainda maiores. O universo devolve o que recebe, portando estaremos contribuindo para a enfermidade do planeta.

Temos que aprender a administrar nossas emoções principalmente o medo, fortalecendo o nosso potencial de superação, alimentando nossa mente com pensamentos de confiança, fé e amor. Vibrando no afeto estaremos emanando amorosidade, elevando o nível vibracional, robustecendo a esperança em dias melhores, aflorando os sentimentos de gratidão.

Gratidão pelos vínculos afetivos que atuam como raízes e nos sustentam. Gratidão pela caminhada construída, pela aprendizagem efetuada, pela generosidade da natureza, pelo esplendor do sol, pela ternura da brisa, pelo perfume espargido pela poesia. Nas vibrações do amor nos embalar e confiar na vida.

 

Claudete de Morais

Esta Sacola não é minha!

 

Esta Sacola não é minha!


No divã do consultório as queixas borbulham permeadas de ansiedade e temor,

A angústia na maioria das vezes está relacionada ao olhar crítico que o indivíduo tem de si mesmo. Como também o receio da cobrança do outro.

A tendência do ser é dar ao outro um poder que na verdade este não possui, porém o sentimento de ser julgado é mais forte. Não percebe que o outro é apenas o espelho do seu próprio “EU”, que está fragilizado pelo os sentimentos de medo, culpa e frustração.

No desejo de superar suas limitações, desvenda no processo psicoterapêutico que suas amarras estão estruturadas na sua dependência afetiva.

A dependência afetiva é geradora de ambivalência, de ser amado ou não, de ser bom ou não.

Entre o conflito do ego ideal e o real, aflora a necessidade de aplausos ganhar induzindo-o a buscar constantemente a aprovação, o reconhecimento como a validação de ser estimado. Para agradar e sentir-se valorizado a sacola do outro passa a carregar.

O crescimento do ser é cerceado, pelos fardos pesados que o mesmo conduz, o que irá provocar frustração. Frente aos seus desapontamentos brota o sentimento de culpa e revolta.

Ao mergulhar no mar das insatisfações puxa uma vez mais pelo chicote do autoflagelo e com ele faz justiça com suas próprias mãos. A tendência é outras sacolas de culpas catar para mais pesos carregar.

É chegado o momento de gritar, Basta...basta! Estas cargas não são minhas e romper com as amarras, libertando-se da dependência afetiva. Por certo um novo ser surgirá, descortinará seus talentos e em si mesmo confiará. A vida mais leve será se apenas suas sacolas carregar.

Claudete de Morais



Quatro maneiras de gerar emoções positivas em casa


Quatro maneiras de gerar emoções positivas em casa

Se quisermos educar na felicidade, precisamos ensinar nossos filhos a administrar suas emoções. O trabalho deve começar em casa. Não se pode delegar a tarefa às escolas nem acreditar que os professores resolverão esse assunto tão importante para a vida. Tampouco devemos esperar que nossos filhos sejam adultos para que aprendam como fazê-lo. O desafio começa em casa e com o comprometimento dos pais.
As emoções positivas são mais fugidias que as negativas. Estudos realizados sobre o mundo do casal revelam que todo comentário infeliz em uma discussão deve ser compensado por cinco positivos. A proporção é de um para cinco. Por isso é tão importante enfatizar as emoções positivas: o medo, a raiva ou a tristeza têm tanto poder que são capazes de desativar a alegria. Se partirmos dessa premissa, educar na gestão das emoções passa pela criação de lares onde as emoções positivas são estimuladas, apesar das dificuldades que nos rodeiam. Vejamos como fazer isso com truques simples, ao alcance de qualquer família.

1. Prestar atenção nos assuntos que falamos com mais frequência. Nossas conversas nos definem. Se estivermos sempre reclamando do trabalho ou da situação do país, criaremos um ambiente de tensão e de preocupação que as crianças terão dificuldade de superar. A interpretação do mundo que elas fazem depende de como nós o transferimos. Se precisamos falar sobre um problema, devemos abordá-lo a partir das ações que vamos tomar para resolvê-lo. Ou a partir da aprendizagem que obtemos. É diferente dizer “gosto muito pouco do meu trabalho” de reconhecer “não gosto muito do meu trabalho, mas também me oferece coisas positivas”. Ou propor “vou procurar soluções para o meu trabalho, para que goste mais dele”. Ficar ancorado na queixa nos esvazia... e esvazia aqueles que nos rodeiam.

2. Ser rápidos em pedir perdão. Todos nós nos equivocamos. Ser pais é uma tarefa difícil que muitas vezes nos desperta um sentimento de culpa. Discutimos, temos dias ruins e nos sentimos mal porque não chegamos a tempo de ajudar nossos filhos na lição de casa. Nesses casos, vale a pena pedir desculpas. Se gostamos que nossos filhos o façam, temos de dar exemplo e guardar nosso orgulho em uma gaveta. Dessa forma, fazemos com que os pequenos vivam o erro de uma maneira mais natural.
3. Falar sobre as realizações e o esforço. É aconselhável parabenizar nossos filhos com sinceridade, mesmo que seja pelo desenho que trouxeram da escola. O reconhecimento deve ser sobre os resultados e o esforço, pois nem sempre eles conseguirão o que se propõem a fazer. Quando as coisas não saem bem para eles é recomendável ajudá-los a incluir a palavra “ainda”. Quando eles nos dizem: “Eu não sei montar um quebra-cabeça”, por exemplo, temos de ensiná-los a dizer: “Eu ainda não sei montar o quebra-cabeça”. Dessa forma conseguimos que treinem a mentalidade de crescimento e as emoções positivas.
4. Os três agradecimentos do dia. O psicólogo Tal Ben-Shahar, professor da Universidade de Harvard e especialista em felicidade, recomenda que antes de dormir agradeçamos as três coisas positivas que nos aconteceram ao longo da nossa jornada. Podemos colocar isso em prática durante o jantar, quando lemos uma história para nossos filhos ou quando lhe damos um beijo de boa noite. O objetivo é muito claro: incorporar o hábito de ver o copo meio cheio e não meio vazio, algo fundamental para transformar emoções negativas em positivas.