Para termos saúde física e emocional é necessário que o Sistema Nervoso Autônomo esteja funcionando bem.  Saiba como você pode contribuir para a boa regulação do mesmo.

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Foto: Victor Morales

O Grande Regulador e Integrador: como regular o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) através da respiração

Thu, 17 de November de 2011.

 

O SNA é a parte do nosso sistema nervoso que é responsável pela regulação de nossas funções vitais e que não estão sob o comando de nossa vontade. O SNA é o nosso grande regulador interno. Uma área do cérebro chamada hipotálamo é a grande integradora de suas funções.

Ele integra o que chamamos de supersistema neuro-imuno-endócrino, constituindo uma única unidade funcional. Uma alteração em um desses sistemas certamente afetará os outros. Por exemplo, se nos sentimos permanentemente preocupados, frustrados, chateados e com problemas, acabaremos afetando nosso sistema de defesa imunológico, nosso sistema hormonal (endócrino) e nos estaremos predispostos a apresentar alguma dor, por mudanças em nosso sistema neurológico.

O SNA nos capacita a enfrentar melhor as adversidades do meio ambiente, quer sejam estressores emocionais ou perigos reais à nossa integridade física. Cada vez que o organismo se encontra sob ameaça, uma parte do SNA, chamado sistema nervoso simpático, é acionado. Ele prepara o corpo para “lutar ou fugir”. Depois que o perigo cessa, a contraparte, que se chama sistema nervoso parassimpático, entra em ação para que o organismo volte à normalidade.

Se esse sistema não for “desligado”, por estar disfuncionado, ou por sofrermos agressão contínua de estressores, o organismo apresentará disfunções hormonais, hipertensão, alterações no sono, na fome, cansaço crônico etc. Por isso, para termos saúde, é preciso que o SNA esteja funcionando adequadamente.

A acupuntura age sobre esse sistema, pois o estímulo com agulhas leva ao cérebro impulsos que regulam a função do SNA, levando o organismo ao equilíbrio.

A prática de meditação, ioga, técnicas de controle mental (filtrar os estímulos exteriores que nos afligem) e técnicas respiratórias são aprendizados úteis que ajudam também a normalização desse sistema.

Os monges e iogues estão sempre equilibrados mentalmente, passando a ideia de que nada os afeta, e isso se deve ao fato do trabalho mental dedicado à espiritualidade e também porque meditam longas horas por dia. E durante a meditação há sempre o exercício de uma respiração controlada, que é favorável à manutenção de nossa saúde.

Hoje a ciência explica os efeitos da respiração sobre o nosso sistema nervoso autônomo e comprova como as técnicas de controle mental e respiratório ensinadas há milênios são úteis na manutenção de nossa saúde mental e física.

Exemplo de respiração terapêutica: Respiração Pranayana. Tente fazer esse exercício deitado sobre suas costas.

A respiração deve ser diafragmática lenta e mais profunda. Um ciclo de inspiração mais expiração deve durar em média 10 segundos. Sendo que a inspiração dure 3 segundos e a expiração dure 7 ou mais segundos.

Deve-se inspirar até a plenitude do pulmão, observando o abdômen se expandir (experimente colocar as mãos sobre o abdômen para sentir seu movimento). E na expiração, o abdômen vai murchando, levando o dobro do tempo (experimente deixar seus lábios relaxados e entreabertos, controlando a saída do ar com sua língua encostada no céu da boca).                              

Deve-se expulsar o ar dos pulmões aos poucos, de forma a controlar a duração do tempo que o ar leva para ser expulso do pulmão.

Nesse processo de lentificar a respiração, a frequência  cardíaca também lentifica, levando ao relaxamento da mente e do corpo. Isso é usado para controlar crises de ansiedade extrema, síndrome do pânico, cefaleias tensionais etc.

Com disciplina de prática de 10 a 20 minutos diários, esse exercício funciona como uma “academia” para o nosso sistema nervoso.

Assim como vamos à academia para condicionamento físico e não sofrermos de dores no dia a dia, treinar o SNA através dessa técnica respiratória é preparar o organismo para voltar ao normal com mais rapidez e facilidade, especialmente quando for submetido ao estresse.

Portanto, precisamos urgentemente dedicar alguns minutos de nossa vida para acionarmos esse sistema fantástico de autorregulação interna. Vivendo uma vida plena, com a calma e a tranquilidade de um monge, com a mente produtiva e lúcida, enfrentando de maneira equilibrada todas as atribuições da vida moderna.

Autora: Jeanne Ming Chao, MD - CRM: 14122.

 

¨O medo e o amor estão em nosso DNA essencial, um nos separa, o outro nos une. Mas somente o autoconhecimento pode acionar o amor escondido dentro de nós.¨

 Ana Beatriz Barbosa Silva

 

Foto: Victor Morales



 

Poderão cortar todas as flores, mas não poderão deter a primavera.
Pablo Neruda.


Foto: Victor Morales.


Quem somos?

 

Estamos em um processo de construção contínua, muitas vezes nos surpreendemos com nossas ações, entramos em conflitos, não aceitamos o que percebemos, negamos ou projetamos a dificuldade. O problema não é meu e sim do outro, como alternativa pode  ocorrer uma somatização, portanto adoecemos fisicamente. O que fazer? O desejo é de mudança, porém a mesma implica em sairmos da zona de conforto, exige investimento, esforço, porém o mais importante é responder esta pergunta:

Quem é você? O que você deseja realmente?

Ressaltando a importância do autoconhecimento usarei um aforismo grego, citada por Sócrates, “Conhece-te a ti mesmo.” Este é o principio de tudo, para encontramos a satisfação e a alegria em viver, é fundamental este conhecimento, de quem somos.

Partindo da premissa de Freud, “Não somos apenas o que pensamos ser. Somos muito mais, somos também o que lembramos e aquilo que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos e os enganos que cometemos; os impulsos a que cedemos, sem querer”.

Somos tudo isto, desvendar o nosso próprio enigma é fascinante. No processo terapêutico temos a oportunidade de mergulharmos em nossas contradições, medos, inseguranças, nas raivas enferrujadas e nos desejos negados, muitas vezes estrangulados. Comparo este processo ao de renascimento, assim passamos a olhar para o nosso interior de forma carinhosa e corajosa. Descobrimos que somos muito o discurso do grande outro, dos desejos da mãe, do pai, de amigos, da sociedade e muito pouco dos nossos reais desejos.

Lembro então do grande poeta Fernando Pessoa, em um de seus poemas, pontua “procuro despir-me do que aprendi, esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, raspar a tinta que me pintaram os sentidos e desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me, ser eu”.
Está é a grande conquista, ser  apenas EU. Reconhecer minhas aptidões, qualidades, desejos e deixar aflorar o ser real. Ressaltando a importância de acreditar nas possibilidades do querer e da busca com determinação. Fortalecer-me na crença, que serei capaz de alçar meu legítimo voo, nas asas da liberdade reconstruindo minha história!!

Claudete de Morais – CRP 12/01167

Doutoranda em psicologia clínica.

 

A coragem de continuarmos a caminhada mesmo frente às nuvens aterradoras, ou o resplandecer de um novo dia, revelará a nossa maneira de como enfrentamos os desafios. Estes são os retratos que nos definem.
Claudete de Morais.

Foto: Victor Morales.