O BULLYNG E SUAS MARCAS
Estes traumas são os geradores dos sentimentos de inferioridade, rejeição, medo, desamor e o rebaixamento da auto estima.
A forma como cada um reage a estas vivencias é que determinará as marcas das mesmas. As crianças e adolescentes, que dividem seus sofrimentos e recebem suporte nestes momentos, por certo terão mais facilidade de superá-los. Os que não compartilham a dor e a humilhação, reprimidas, fermento se tornarão e o dano poderá ser terrível.
Nossas escolhas são pautadas por nossas crenças, valores e, a imagem que temos de nós mesmos. Se a crença for de um mundo assustador, tendo a imagem de si própria, desqualificada, as escolhas por certo, serão as menos desafiadoras e com menor brilho.
Motivados pelas dificuldades nos relacionamentos afetivos, ou no campo profissional, muitas pessoas vão para o divã do psicoterapeuta e passam a compreender que, as causas são os traumas psicológicos, ainda presentes, limitando suas vidas.
Por mais que o tempo passe, as cicatrizes das humilhações sofridas permanecem no porão de nossa memória, a determinar a qualidade de nossos relacionamentos afetivos, enquanto estes traumas não forem removidos.
Aos pais e professores, um alerta, é imprencidível termos o olhar carinhoso e o diálogo amoroso, com nossas crianças e adolescentes, principalmente se houver alterações comportamentais tais como: crises de choro no retorno da escola, tendência ao isolamento, perda de apetite, queda no desempenho escolar, queixas constantes de dores físicas no horário escolar, como impedimento para não comparecerem à escola.
É momento de nos mobilizarmos para combater os fantasmas da violência que vive a atormentar nossos estudantes, promovendo campanhas e debates sobre o tema. Exigir das autoridades competentes, medidas severas; preparar professores e pais para ajudarem estes aprendizes a liberarem o grito reprimido; a semear a coragem onde houver medo; a plantar o sorriso da liberdade onde houver um coração aprisionado.
Autoria: Claudete de Morais
Psicóloga CRP 12-01167
Fonte: Jornal Página 3
Data de publicação: 7 de maio de 2011
Curso de Hipnoterapia Aplicada a Traumaterapia
Criador da Resolução Neorobiológica de Traumas, técnica especial para curar traumas psicológicos.
Durante seus últimos 15 anos o seu foco tem sido a Hipnose Ericksoriana e traumas psicológicos.
Este evento foi realizada em São Pedro, SP, no Hotel Fazenda Colina Verde, no período de 27 de fevereiro a 04 de março de 2011.

Oneomania: Quando comprar vira um problema
O Natal é considerado pelos comerciantes a melhor data do ano para vender. Acontece que para muitos consumidores, o forte apelo ao consumismo que a época remete, pode desencadear ou agravar um problema sério: a oneomania, compulsão por compras. A psicóloga Claudete de Morais, conta que este tipo de compulsão torna-se mais evidente nas datas comemorativas, como no Natal. “Existe todo um ambiente muito favorável, campanhas motivacionais provocando estas reações, como receitas mágicas de felicidade, afloram o desejo de preencher a insatisfação das pessoas. Ao mergulhar no mar da compulsividade, o ego se agiganta, o sentimento de poder toma conta, tudo parece alegria, entra no auto engano, para mais tarde ter que enfrentar outros problemas, às vezes muito sérios de ordem financeira”.Acompanhe trechos da entrevista que a psicóloga concedeu à Fernanda Schneider, do Jornal Página 3.
JP3 – É frequente as pessoas buscarem ajuda por conta deste problema?
Claudete – Sim, quando a angústia toma conta, a pessoa não sabe mais que direção dar à sua vida, ela vai buscar tratamento.
JP3 – Qual o perfil de um comprador compulsivo?
Claudete – O comprador compulsivo tem como características nível de ansiedade muito alto, auto-estima rebaixada, necessidade de mentir, de esconder dados relacionados às suas compulsividades, pois sente arrependimento ou culpa, às vezes fica envergonhado com o próprio comportamento. É comum deixar as compras na loja e pegar mais tarde. Tem intensa inquietação quando não pode efetuar suas compras, muitas vezes esta reação é similar a de um dependente químico, pois comprar compulsivamente também é um vício. A pessoa tem dificuldade de reconhecer seu transtorno
JP3 – Por que uma pessoa se torna compradora compulsiva?
Claudete – Em decorrência de seu nível de ansiedade muito alto, desencadeado por uma significativa insatisfação, que tanto pode ser de ordem afetiva, sexual, profissional, financeira ou outras. Para aliviar esta ansiedade utiliza-se do mecanismo de compensação para preencher a insatisfação, por exemplo, esta insatisfeita com sua vida amorosa. Vai às compras, onde por momentos sente-se realizada e feliz, muitas vezes gastando o que não pode. Logo após vem a angústia de como efetuar estes pagamentos, aflorando tristeza e ansiedade. Porém o sentimento de compensação gerador desta alegria torna-se o registro mais forte, levando o indivíduo a repetir o mesmo padrão comportamental em busca desta ilusória alegria.
JP3 – Como identificar quando vira um problema?
Claudete – Quando os problemas florescem, dívidas, conflitos familiares, cobranças de toda ordem, quando a pessoa percebe que não consegue mais ter controle de seus impulsos.
Muitos destes problemas já foram motivos de separações de casais. Todas as cobranças somadas às internas, promovem muito sofrimento na vida da pessoa, desencadeando um mecanismo de auto flagelo, pois na verdade ela se tornou uma viciada, promete mil vezes que não irá comprar o desnecessário, mas não consegue vencer a compulsão.
ALGUMAS DICAS PODEM AJUDAR
A psicóloga Claudete de Morais afirma que para vencer esta compulsão é necessário disciplina e força de vontade. Ela enumera algumas dicas que podem ajudar no controle:
· Não ter talão de cheques, não usar cartão de crédito, contar com a ajuda de familiares e amigos, no sentido de não emprestarem dinheiro.
· Fazer um inventário de suas dívidas e buscar formas alternativas de liquidar, estabelecendo metas.
· Fazer leituras do seu comportamento: Por que estou comprando? Necessito destes objetos? Estou alimentando meu vício?
· Rebaixar o nível de ansiedade e de estresse, praticando exercísios físicos, técnicas de relaxamento físico e mental, meditação.
· Descobrir causas da sua insatisfação. Caso não consiga, buscar tratamento medicamentoso e psicoterapia
· Buscar prazer de outras formas, fazer da alegria o seu alimento.
· Fazer enfrentamento deste comportamento, não comprar o desnecessário, sempre avaliando sua condição financeira