
Rosto endurecido, olhar perdido,
Lábios fechados, silêncio dobrado,
Corpo franzino, andar cansado,
Com apenas nove anos de idade.
Não revelava a ninguém o som de sua fala;
Curiosos todos perguntavam, é mudo?
As professoras informavam que segundo a mãe, não era.
Na escola todos o agradavam para sua voz conhecer.
Os lábios continuavam fechados, o silêncio dobrado.
Encaminhado para a terapia,
No silêncio, selado ficava.
A terapeuta não desistia, continuava com a ludoterapia.
Algumas conquistas ocorriam,
Um vínculo afetivo se estabelecia.
Após vários meses, ao brincar com seu baú de brinquedos,
Retira do baú: barbante, papel e algodão.
Com paciência amassa o papel, junta o algodão e enrola o barbante ao redor do mesmo.
Vai até a cozinha pega uma caixa de fósforos, vem correndo e risca o fósforo.
Ao ver a chama de fogo crescer grita:
” Não fui EU!!!! Não fui EU!!!!
Sai correndo, chorando sem parar!
Pela primeira vez a terapeuta ouve a voz do menino.
Ao romper o silêncio, em sua defesa gritava.
O silêncio encobria a dor, o medo e, a culpa.
Gritando rompe o silêncio, rompe a culpa.
Rompe à dor, enfrenta o medo,
A liberdade conquista!
Aos quatro anos de idade a casa deste menino foi incendiada, enquanto ele e seu irmão menor dormiam. Seus pais não estavam, haviam saído para trabalhar. Segundo depoimento deles, quando chegaram em casa, o fogo já havia destruído tudo. O menino de quatro anos estava próximo de uma árvore encolhido e seu irmãozinho havia morrido queimado. Durante o processo terapêutico, o menino revelou sua dor e culpa, por não ter conseguido salvar o irmãozinho. Ao elaborar a culpa e fazer enfrentamento de seus medos, passa a interagir, a falar e a integrar-se no contexto social.
*Artigo inspirado em fatos reais*
Lábios fechados, silêncio dobrado,
Corpo franzino, andar cansado,
Com apenas nove anos de idade.
Não revelava a ninguém o som de sua fala;
Curiosos todos perguntavam, é mudo?
As professoras informavam que segundo a mãe, não era.
Na escola todos o agradavam para sua voz conhecer.
Os lábios continuavam fechados, o silêncio dobrado.
Encaminhado para a terapia,
No silêncio, selado ficava.
A terapeuta não desistia, continuava com a ludoterapia.
Algumas conquistas ocorriam,
Um vínculo afetivo se estabelecia.
Após vários meses, ao brincar com seu baú de brinquedos,
Retira do baú: barbante, papel e algodão.
Com paciência amassa o papel, junta o algodão e enrola o barbante ao redor do mesmo.
Vai até a cozinha pega uma caixa de fósforos, vem correndo e risca o fósforo.
Ao ver a chama de fogo crescer grita:
” Não fui EU!!!! Não fui EU!!!!
Sai correndo, chorando sem parar!
Pela primeira vez a terapeuta ouve a voz do menino.
Ao romper o silêncio, em sua defesa gritava.
O silêncio encobria a dor, o medo e, a culpa.
Gritando rompe o silêncio, rompe a culpa.
Rompe à dor, enfrenta o medo,
A liberdade conquista!
Aos quatro anos de idade a casa deste menino foi incendiada, enquanto ele e seu irmão menor dormiam. Seus pais não estavam, haviam saído para trabalhar. Segundo depoimento deles, quando chegaram em casa, o fogo já havia destruído tudo. O menino de quatro anos estava próximo de uma árvore encolhido e seu irmãozinho havia morrido queimado. Durante o processo terapêutico, o menino revelou sua dor e culpa, por não ter conseguido salvar o irmãozinho. Ao elaborar a culpa e fazer enfrentamento de seus medos, passa a interagir, a falar e a integrar-se no contexto social.
*Artigo inspirado em fatos reais*
Autoria, produção e publicação
Claudete de Morais
Psicóloga CRP/12/01167.

